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XI Jogos dos Povos Indígenas



Os XI Jogos dos Povos Indígenas do Ceará, realizados de 18 a 21 de janeiro de 2024, foi um evento cultural e esportivo que promoveu a diversidade e a tradição de 12 povos indígenas (Anacé, Jenipapo-Kanindé, Kalabaça, Kanindé, Kariri, Potyguara, Pitaguary, Tabajara, Tubiba-Tapuya, Tapeba, Tremembé, Tupinambá) de 16 municípios (Acaraú, Itarema, Aquiraz, Aratuba, Canindé, Caucaia, Crateús, Itapipoca, Monsenhor Tabosa, Tamboril, Boa Viagem, Novo Oriente, Pacatuba, Maracanaú, Quiterianópolis, Tamboril).

Com competições de arco e flecha, corrida de tora, queda de braço, arremesso de lança, corrida revezada com maraca, natação, futebol e tiro de baladeira. Trazendo suas danças e cantos tradicionais, o evento proporcionou um espaço de celebração e intercâmbio cultural, fortalecendo a identidade e os laços entre os povos indígenas participantes. Além das atividades esportivas, houve também exposições de artesanato, enriquecendo a experiência e evidenciando a riqueza cultural dessas comunidades.

Contamos com a honrosa presença do Reverendíssimo Dom Gregório Ben Lâmed Paixão - Arcebispo Metropolitano de Fortaleza e Presidente do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza - CDPDH.


Estiveram presente as autoridades:

·         Secretário do Esporte do Ceará, Rogério Pinheiro;

·         Secretária dos Povos Indígenas do Ceará, Juliana Alves;

·         Prefeito de Aquiraz, Bruno Gonçalves;

·         Representante do Ministério dos Povos Indígenas, Karkaju Pataxó;

·         Representantes do povo Jenipapo-Kanindé, Cacique Jurema e Pajé João;

·         Secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba;

·         Assessora de Projetos da Defensoria Pública do Ceará, Camila Vieira Nunes Moura;

·         Coordenador da Fundação Nacional do Povos Indígenas (FUNAI), Thiago Anacé;

·         Vice-coordenadora da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará, Naara Tapeba;

·         Secretário de Esporte, Juventude e Lazer de Aquiraz, Marnei Cavalcante de Freitas;

·         Diretor do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza, Padre Élio Correia;

·         Coordenador da Organização dos Professores e Professoras Indígenas do Ceará, Fábio Alves;

·         Coordenador da Juventude Indígena do Ceará, Madson Pitaguary;

·         Coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, Cassimiro Tapeba;

·         Representante da Articulação das Mulheres Indígenas do Ceará, Eleniza Tabajara;

·         Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/CE), Lucas Guerra.


SOBRE AS MODALIDADES

ARCO E FLECHA


A competição de arco e flecha nos XI Jogos dos Povos Indígenas do Ceará destacou-se como uma expressão fundamental da herança cultural dessas comunidades. Além de ser uma competição esportiva, o arco e flecha desempenha um papel crucial nas tradições indígenas, sendo uma habilidade ancestral que representa não apenas destreza física, mas também conexão espiritual e cultural com a natureza. Ao participarem dessa competição, os povos indígenas reafirmaram a importância de preservar e compartilhar essas práticas, promovendo o entendimento e respeito por suas tradições milenares.


TIRO DE BALADEIRA

A competição de tiro de baladeira destacou-se como um elemento significativo para as comunidades participantes. A prática do tiro de baladeira, uma técnica tradicional de arremesso de projéteis utilizando um galho firme e uma espécie de elástico, é mais do que um simples esporte. Ela representa uma habilidade ancestral crucial para a sobrevivência e caça, transmitida de geração em geração. Ao incorporar essa competição, os povos indígenas reforçaram a importância de preservar essas habilidades tradicionais, promovendo não apenas a competição esportiva, mas também a preservação de suas ricas heranças culturais e a valorização das práticas que mantêm viva a conexão com a natureza.


CORRIDA COM MARACA

A competição de corrida com maraca nos XI Jogos dos Povos Indígenas do Ceará ofereceu uma plataforma única para destacar uma prática cultural enraizada nas tradições indígenas. Além de ser uma atividade esportiva, a corrida com maraca possui significados mais amplos, sendo parte integrante de rituais e celebrações nas comunidades indígenas. A competição não apenas ressaltou a habilidade física, mas também enfatizou a importância de manter vivas as práticas culturais, promovendo a compreensão e o respeito pela riqueza da herança indígena. Ao participarem dessa corrida, os povos indígenas reafirmaram a vitalidade de suas tradições e a necessidade de compartilhá-las para preservar sua identidade cultural.


CORRIDA COM TORA

A competição de corrida com a tora foi mais do que um simples evento esportivo; foi uma celebração da tradição e da força física inerentes às comunidades indígenas. Essa competição, onde os participantes correm carregando toras pesadas, destaca uma habilidade que historicamente desempenhou um papel vital na vida cotidiana desses povos, seja na construção de moradias, na movimentação de objetos ou em atividades agrícolas.

A importância da corrida com a tora vai além do aspecto esportivo, pois simboliza a resiliência, a cooperação e a conexão com a natureza. Ao participarem dessa competição, os povos indígenas reafirmam a importância de preservar e compartilhar práticas que são fundamentais para a sua identidade cultural, proporcionando uma oportunidade única para as gerações presentes e futuras apreciarem e compreenderem a riqueza dessas tradições.


ARREMESSO DE LANÇA

A competição de arremesso de lança representou uma manifestação esportiva profundamente enraizada na cultura indígena, refletindo não apenas habilidade física, mas também a conexão histórica dessas comunidades com a caça e a defesa.

Para os povos indígenas, o arremesso de lança vai além do simples ato esportivo; é uma expressão da destreza necessária para sobreviver em ambientes diversos. A competição é vista como uma forma de preservar e compartilhar conhecimentos tradicionais, honrando as práticas que desempenharam um papel crucial na subsistência de suas comunidades ao longo dos tempos.

Dentro da cultura indígena, o arremesso de lança não apenas celebra a habilidade individual, mas também promove o espírito de comunidade e o respeito pela tradição. Essa competição destaca-se como um meio de transmitir valores culturais fundamentais, fortalecendo a identidade indígena e oferecendo uma oportunidade de intercâmbio cultural entre os parentes.


QUEDA DE BRAÇO

A competição de queda de braço nos XI Jogos dos Povos Indígenas do Ceará transcende a mera demonstração de força física, sendo um reflexo da importância atribuída à resistência, cooperação e espírito comunitário dentro das culturas indígenas. Essa competição não apenas destaca a habilidade individual, mas também simboliza a solidariedade e a coesão presentes nas comunidades indígenas.

A queda de braço, ao ser incluída nos jogos, oferece uma oportunidade única para os povos indígenas exibirem sua força de maneira lúdica, compartilhando tradições que muitas vezes têm raízes na preparação física para desafios cotidianos. Além disso, essa competição reforça a ideia de que a união e a colaboração são elementos essenciais para o fortalecimento das comunidades indígenas, transmitindo valores importantes de respeito e coletividade.


CABO DE GUERRA

A competição de cabo de guerra nos XI Jogos dos Povos Indígenas do Ceará emerge como uma das mais vibrantes e simbólicas para essas comunidades. Para os povos indígenas, o cabo de guerra transcende a simples demonstração de força, representando um poderoso símbolo de união, cooperação e resistência.

Ao participarem dessa competição, as comunidades indígenas celebram não apenas a força física, mas também o espírito coletivo e a importância de trabalhar juntos para alcançar objetivos comuns. A intensidade do cabo de guerra cria um ambiente energético e festivo, onde a competição é impulsionada pela camaradagem e pela conexão entre os participantes.

Essa competição vibrante não apenas proporciona entretenimento, mas também destaca valores fundamentais dentro das culturas indígenas, enfatizando a força que reside na união e na colaboração. O cabo de guerra, assim, torna-se uma expressão marcante da identidade e da vitalidade das comunidades indígenas.


NATAÇÃO

A competição de natação nos Jogos dos Povos Indígenas do Ceará desempenha um papel significativo ao promover a inclusão, a saúde e a preservação cultural. Além de incentivar a prática esportiva, a natação proporciona benefícios físicos e mentais, contribuindo para um estilo de vida mais saudável nas comunidades indígenas. Esses eventos esportivos também servem como plataforma para destacar e preservar tradições culturais, fortalecendo o orgulho e a identidade dos povos indígenas na região.


FUTEBOL FEMININO

O futebol feminino tem assumido uma importância crescente para os povos indígenas, sendo mais do que uma prática esportiva; é uma ferramenta de empoderamento e visibilidade para as mulheres dentro dessas comunidades. A participação no futebol oferece oportunidades para que as mulheres indígenas expressem sua paixão pelo esporte, desafiando estereótipos de gênero e promovendo a igualdade.

Além disso, o futebol feminino torna-se um meio de fortalecer os laços sociais e a coesão comunitária. As equipes representam não apenas um grupo de jogadoras, mas uma extensão da identidade coletiva, mostrando ao mundo exterior a diversidade e a vitalidade das mulheres indígenas.

Ao incentivar o futebol feminino, as comunidades indígenas estão rompendo barreiras, inspirando jovens a superarem desafios e a perseguirem seus sonhos, enquanto simultaneamente contribuem para uma maior inclusão e reconhecimento das mulheres nas esferas esportivas e sociais.



FUTEBOL MASCULINO

O futebol masculino desempenha um papel significativo nas comunidades indígenas, servindo como uma plataforma para promover a camaradagem, fortalecer os laços comunitários e preservar as tradições culturais. Além de ser uma prática esportiva, o futebol masculino oferece uma maneira de expressar a identidade cultural, muitas vezes incorporando elementos tradicionais nas partidas.

A participação no futebol proporciona aos homens indígenas uma oportunidade de representar suas comunidades, reforçando o orgulho e a coesão social. Além disso, o esporte pode servir como um meio de promover valores como trabalho em equipe, respeito e superação de desafios.

Assim como no futebol feminino, a prática do futebol masculino contribui para uma maior visibilidade e entendimento das comunidades indígenas, ao mesmo tempo em que oferece uma forma de entretenimento e celebração cultural.



SOBRE A EQUIPE DE COMUNICAÇÃO

TEARLE PINHEIRO

Fotógrafo e grande parceiro do movimento indígena, de uma paciência inexplicável.











LIDIANE ANACÉ

Lidiane tem 17 anos, indígena da Taba dos Anacé, faz parte da AJA (Articulação da Juventude Anacé), é integrante do Coletivo Tamain e da JIC (Juventude Indígena Conectada). Começou a fotografar depois que foi morar na Taba, onde pôde desenvolver nisso, foi aluna do Brotar Cinema com o povo Anacé, o que possibilitou mais aprendizados.







VICTOR KANINDÉ

Victor tem 16 anos, é Indígena do Povo Kanindé, é fotógrafo, artesão e um dos articuladores do grupo de juventude do seu povo. Faz parte da JIC (Juventude Indígena Conectada), Ajika (Articulação de Juventude Indígena Kanindé de Aratuba) e do Peaik (Grupo de Pesquisa da Encantaria e Ancestralidade Indígena Kanindé de Aratuba).








IAGO JENIPAPO-KANINDÉ

Iago Jenipapo, liderança Jovem do Povo Indígena Jenipapo-Kanindé. Integrante da Articulação da Juventude Indígena Jenipapo-Kanindé (AJIJK), Comunicador da Juventude Indígena Conectada (JIC), Artista Indígena do Coletivo Tamain, fotografia e design gráfico.












RAPHA ANACÉ

Rapha Anacéé DJ, Produtor Musical, Designer, Artista visual, jovem liderança Anacé, participa do grupo de dança de São Gonçalo e do Coco da aldeia Taba dos Anacé. Também é articulador da AJA - Articulação Jovem Anacé, faz parte da JIC (Juventude Indígena Conectada) e do Coletivo de Artistas Indígena (Tamain). É Produtor do Tecno Tapera, um projeto de música Anacé, da aldeia Taba. Sua pesquisa é uma experimentação musical que mescla ancestral e contemporâneo, unindo a tradição à elementos da música eletrônica.






MARCELO ANACÉ

Marcelo Augusto, aos 29 anos, é uma pessoa de fé, conectado às tradições de sua comunidade indígena Anacé, da aldeia Taba do povo Anacé. Sua profunda ligação com a cultura indígena, sua dedicação à preservação ambiental e suas habilidades como piloto de drone destacam-no como uma presença significativa em sua comunidade.

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